Mostrando postagens com marcador Relatos sobrenaturais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relatos sobrenaturais. Mostrar todas as postagens

A noiva

| quarta-feira, 27 de outubro de 2010 | 0 comentários |



Numa cidade do interior de Minas Gerais, chamada Ibiá, conta-se um "causo", que segundo os moradores não é ficção, mas sim realidade. Na década de 60, uma enfermeira, filha de criação de um grande fazendeiro, iria se casar. Linda era a senhorita, cabelos negros e longos, pele morena, corpo de violão, rosto de anjo, lábios carnudos e sensuais. (perai... isso é um "causo" ou um anúncio de massagens?) Seu noivo, um rapaz da cidade grande, segundo boatos, estaria mais interessado nas fazendas da família, do que na voluptuosa senhorita. Chegado o grande dia, tudo estava certo: Uma grande festa na fazenda, a capela já estava ornamentada e o padre se preparava tomando "alguns" cálices de vinho. os convidados chegavam aos poucos, e o comentário era que os noivos viajariam para a "Europa" em lua de mel. No grande momento, eis que entra na capela, a linda noiva, deslumbrando beleza e felicidade. Mas o noivo ao vê-la, corre e no meio da capela grita: - "Sinto Muito! Não a amo. E as fazendas do seu pai não são suficientes para comprar esse casamento." Em seguida o noivo foge e a pobre donzela, aos prantos, se tranca em seu quarto. Pela manhã, ao arrombarem a porta, deparam-se com uma cena horrorosa: A noiva, nua, só de véu e grinalda enforcara-se com lençóis. Estava pendurada no lustre do seu quarto. A data do casamento: 20 de Maio. Conta-se que até hoje, nesta mesma data, à meia noite, a linda noiva aparece, nua, cavalgando pelas ruelas da pequena Ibiá, dando gritos de horror e desespero!

Carro antigo

| | 0 comentários |
A um tempo atrás eu comprei um carro antigo. Não é velho, é antigo. Um Dodge Dart. Era o meu sonho arranjar um desde que eu vi um passando na rua de casa, com aquele motor forte fazendo aquele barulho potente. Eu juntei o dinheiro e fui atrás de um. Não foi fácil achar, mas eu finalmente achei um do jeito que eu queria e comprei.

A viagem para casa foi uma maravilha, o carro não tava 100%, mas tava muito bom. Ronronava feito um gatinho. Mas tinha alguma coisa para arrumar. Depois de uma semana já tinha ido para o mecânico disso e mecânico daquilo e a parte mecânica do carro tava toda restaurada, uma maravilha! Era girar a chave que o bicho ligava! E lá fui eu trabalhar com o meu Dojão!

Eu acordei cedo e estava indo para o trabalho, sozinho no carro. Na metade do caminho, eu estou olhando para frente e resolvi dar uma espiada rápida no espelho retrovisor. No que eu bati o olho eu pisei no ferio. Tinha um cara no banco de trás. Assim que o carro parou eu abri a porta e pulei pra fora. No que eu olho para o banco de trás, nada. Vazio. Sem ninguém.

Eu me senti um idiota. Achei que provavelmente devia ter alguma mancha no retrovisor, mas quando eu entrei no carro e olhei para o retrovisor, não tinha nada, nem uma manchinha. Estava impecável. Eu achei que devia ser o sono. Simplesmente fechei a porta e tentei ligar o carro. Nada. Virava a chave, nada. Só aquele nheco nheco nheco de carro antigo tentando pegar. Eu achei estranho, porque até aquele momento o carro nunca teve problemas para pegar. Eu girei a chave de novo e nheco nheco nheco. Nada do carro pegar.

Depois de muito tempo tentando fazer o carro pegar eu desisti e chamei um guincho, para a minha frustração. O Guincho chegou, pegou o carro e levou até a minha casa, onde eu peguei o meu outro carro, mais novinho, e fui trabalhar. Passei o dia inteiro pensando o que poderia ter acontecido.

Quando eu cheguei em casa, a primeira coisa que eu fui fazer, foi ir mexer no carro. Eu entrei nele, coloquei a chave na ignição e girei. O barulho daquele enorme motor ligando foi imediato. Pegou sem problema nenhum. Eu achei muito estranho, mas já que tava funcionando, para que me preocupar? Resolvi dar uma voltinha com ele só para ter certeza. Sai e depois de uma hora eu voltei. Estava funcionando 100% de novo. No dia seguinte eu ia trabalhar com ele.

De manhã eu tomei o café feliz da vida. peguei as minhas coisas, coloquei no carro, abri o portão, entrei no carro e leguei ele. O motor pegou na hora! Eu comecei a manobrar o carro para tirar ele da garagem. Tudo numa boa, quando o carro tava lá fora eu fui brecar para ir fechar o portão. Mas o carro não brecou. Eu pisei no freio e o carro foi andando. Pisei de novo e nada. Eu afundei o pé no freio e o carro continuou em frente. Acabou que o carro bateu (bem de leve) no muro da casa da frente, e só brecou por causa disso. Eu fiquei P da vida! Como é que o carro perdeu o breque da noite para o dia?! Eu empurrei o carro para a garagem (o que não foi nada fácil) peguei o meu outro carro e fui trabalhar.

Quando voltei já liguei para o mecânico que tinha visto os freios e falei para ir me encontrar em casa. Ele chegou lá, deu uma olhada no carro entrou nele e falou para mim empurrar aquele monstro para testar o breque. Assim que ele pisou no pedal, o carro parou. Novo teste e a mesma coisa. Ele ligou o carro, engatou a primeira e foi em frente. Quando ele pisou no freio, o carro parou na hora. Eu não sabia o que dizer.

Bem, o mecânico foi embora e eu resolvi deixar o carro na garagem até arrumar o amassado que tinha feito na frente. Quando eu estava indo para a cama eu resolvi dar uma ultima olhada no meu garotão. Fui até o banheiro e quando eu olhei pela janela, vi alguém em pé do lado da janela do motorista com o tronco para dentro do carro. Eu entrei em pânico. Não tinha o carro não fazia nem um mês e já queriam me roubar ele! Eu acendi as luzes da casa e desci correndo. Quando eu cheguei lá, nada. A janela estava fechada e não tinha sinal de alguém ter estado lá. Eu achei que realmente devia estar precisando dormir.

No final de semana fui levar o carro no funileiro para arrumar o amassado. Fui até lá sem problemas. Ele falou que no próximo sábados estaria pronto. Eu fui para casa e esperei ansiosamente a semana passar. no sábado lá fui eu todo alegre pegar o Dojão. Cheguei lá e lá estava ele, todo arrumado, pintura brilhando, impecável! O funileiro me deu a chave e eu fui para casa com o meu caro.

Ele se comportou durante quase um mês sem dar problema nenhum, mas nada dura para sempre. Uma noite eu resolvi sair com ele para passear. Quando eu sai de casa e olhei para ele, deu para ver alguém sentado no banco de trás dele. Eu já achei que era ladrão de novo. Eu fiquei olhando de longe para ver se era alguém mesmo. Parecia ser uma pessoa. Só que quando eu estava olhando um ônibus passou na rua, e eu consegui ver o ônibus através da pessoa que estava lá dentro! Aquilo me fez um gelo subir a coluna. Quando a rua ficou escura de novo, a figura tinha sumido. Eu cheguei perto do carro e nada. Ninguém lá dentro. Eu achei que devia ter visto o reflexo de algo e me acalmei. Entrei no carro, liguei ele e saí numa boa. Mas eu estava com uma sensação estranha de que eu ia ter problemas. Mas mesmo assim eu sai com o carro.

Eu estava indo pegar um amigo quando de repente o carro desliga na metade do caminho. Não o motor, mas o carro inteiro. Toda a parte elétrica dele. Não acendia luz nenhuma. Mas o freio funcionou dessa vez. Eu parei o carro e tentei ligar ele de novo. Nada. Nenhum barulho. Abri o capô achando que algum fio da bateria podia ter soltado, mas não tinha nada de errado lá. Estava tudo como deveria estar. Eu voltei, girei a chave e nada. Eu já tava começando a ficar desesperado de novo. Eu encostei no banco e tentei relaxar. Quando eu olho no espelho lateral, eu vi o que parecia ser alguém (não deu para ver direito, a rua estava escura) encostado no carro, quase sentado no porta-malas. Eu abri a janela e coloquei a cabeça para fora para mandar desencostar do carro, mas quando eu olhei lá pra trás, não tinha mais ninguém. Foi ai que eu comecei a achar que o carro era assombrado. Eu já tinha ouvido falar de casa assombrada, mas carro? Essa era nova para mim.

De novo eu tive que chamar o guincho de novo. Eu deixei o carro em casa, peguei o meu outro carro e sai. Quando eu voltei eu resolvi fazer um teste. Peguei a chave do Dojão, entrei nele, coloquei a chave no contato e girei. E aconteceu exatamente o que eu achava que ia acontecer. O carro pegou. Todas as luzes acenderam, o farol, luz de dentro, painel, tudo.

Eu pensei que aquilo já era demais. Não podia continuar daquele jeito. Eu tinha que dar um basta. Me sentindo muito idiota eu falei em voz alta:

-Olha, eu não sei quem você é, mas esse carro é meu agora. Eu comprei ele. Se você está preocupado que eu possa estragar ele, não precisa se preocupar, eu vou cuidar muito bem dele. Só me deixa em paz.

Depois que eu falei isso, ele nunca mais deu problema nenhum. Nunca tive que chamar guincho de novo e até hoje não levei no mecânico de novo também. Ela acabou ficando mais confiável que o meu outro carro.



Jarbas - São Paulo - S.P.

A Casa da Fazenda

| | 1 comentários |
Nas férias eu sempre vou para a fazenda do namorado da minha tia, lá em Minas Gerais (eu esqueci o nome da cidade agora). Ele, a minha tia e os meus primos moram lá. A família do namorado da minha tia tem aquela fazenda desde o final do séc XIX.

No verão passado eu tinha ido para lá, como de costume. Só que dessa vez o meu espírito curioso e aventureiro de adolescente não se contentou em ficar somente na piscina e andar de cavalo, eu queria sair e explorar a fazenda inteira.

Depois de um tempo enchendo o meu primo Alexandre (Alex) com isso, ele finalmente concordou em ir junto comigo, já que alem de eu não querer ir sozinho, não conhecia tão bem a região quanto ele.

Nós saímos de manhã um pouco depois do café e fomos dar umas voltas. Quando estávamos um pouco longe da casa da fazenda ele falou "Já que você quer explorar, eu vou te levar para a antiga casa principal da fazenda." Quando ele falou aquilo, eu já sentia que eu ia encontrar muito mais do que eu queria lá.

A casa antiga da fazenda ficava bem longe da outra, nós levamos um bom tempo para chegar até lá. Quando chegamos lá, eu vi que a casa era bem velha. Ela não era tão grande, mas não era pequena. A porta estava destrancada, estava simplesmente encostada.

Não era exatamente aquilo que eu tinha em mente quando eu falei que queria explorar a fazenda, estava mais interessada em um rio, alguma cachoeira, alguma montanha com uma vista bonita, ou até alguma caverna, mas era aquilo que eu tinha no momento.

Nós entramos na casa e a primeira coisa que eu notei é que as paredes estavam completamente arranhadas, com umas manchas amarronzadas que pareciam sangue, mas poderia ser tinta velha também, apesar dos formatos delas serem bem estranhos. O meu primo falou que fazia tempo que ele não ia lá, mas que da última vez que ele foi, as paredes não estavam daquele jeito. Nós estávamos na sala principal. Para a esquerda tinha uma passagem que levava para outra sala (a de jantar) e para a direita tinha um corredor que levava para os quartos. Da sala de jantar dava para ir para a cozinha, e de lá para fora da casa de novo, pela porta dos fundos. Nós pegamos o corredor da direita, para olhar os quartos. Tinham quatro quartos e um banheiro no total. O primeiro quarto estava normal, nada de mais, só poeira. O segundo e o terceiro a mesma coisa. Então fomos ver o quarto quarto, o maior de todos. Quanto entramos eu senti uma brisa fria e um pouco de frio, mesmo a casa estando bem quente e abafada. Nesse quarto tinha um armário e nós fomo ver o que tinha dentro dele. Abrimos a porta e nada. Então eu ouvi o som de passos vindo do corredor. Eu agarrei o braço do meu primo e olhei para a porta. Os passos chegaram perto e pararam na frente da porta. Mas não apareceu ninguém. Eu olhei assustada para ele e sai correndo, e ele veio atrás. Enquanto eu corria pela casa para sair dela eu não vi ninguém lá dentro, só via as nossas pegadas na poeira, a de mais ninguém, apesar de ter ouvido os passos.

Lá fora na luz do sol, ficamos mais calmos. Eu olhei para ele e ia perguntar o que será que tinha sido aquilo, quando ele começou a gritar, do nada. A única coisa que ele falava era "ta doendo". Eu olhei no braço dele e começou a aparecer um monte de marcas vermelhas e brotoejas. O pescoço dele começou a ficar todo vermelho também. Eu decidi que era melhor levar ele correndo para a casa da fazenda para a mãe dele ver o que era. Antes de sair correndo com ele eu dei uma ultima olhada para a velha casa e vi uma fumaça meio cinza na porta de entrada, na forma de uma pessoa. Depois disso eu agarrei a mão do meu primo e sai correndo.

Quando nós chegamos na casa da fazenda a mãe dele viu como ele estava e ficou assustada. Ela levou ele no hospital, e deram alguns remédios para ele tomar. O estranho é que no dia seguinte ele já estava bom de novo, nem parecia que ele tinha tido alguma coisa. Ele me alou que aquela era a primeira vez que ele tinha entrado nos quartos da casa antiga, e que era a primeira vez que ele tinha uma reação alérgica lá, mesmo já tendo ido na casa.

Durante o jantar nós falamos o que tinha acontecido no dia anterior, e falamos dos passos que ouvimos. O namorado da minha tia ficou preocupado, achando que podia ter alguém morando lá escondido, já que isso não era incomum acontecer por lá. Ele resolveu ir investigar a casa no dia seguinte. Como não tinha muita coisa para fazer, o Alex e eu fomos junto com ele. Quando chegamos lá nós entramos na casa, e para a nossa surpresa, as paredes não tinham arranhões nenhum, e nem nenhuma mancha de tinta ou sangue (ou o que quer que fosse aquilo). Mas eu e o Alex não saímos da sala, foi o máximo que nós entramos. O namorado da minha tia procurou a casa inteira e não achou ninguém e nem sinal de que alguém alem do Alex e de mim tenha estado lá dentro.

Nós fomos embora de lá e nem o Alex e nem eu voltamos lá de novo. Mas eu não vou esquecer tão cedo daquela fumaça cinza que tinha na porta, e nem a alergia relâmpago do Alex que veio do nada e foi embora como se ele nunca tivesse pegado coisa alguma.

Algo na ponte

| | 0 comentários |
Eu nasci e morei em Uberaba-MG a minha vida toda e nunca vi nada de paranormal ou algo que eu não pudesse explicar. Como eu trabalho perto de casa eu vou todo dia para o trabalho a pé, e também volto a pé, e parte do meu caminho é atravessar o viaduto vereador José Diniz, que passa por cima da avenida águas espraiadas. Pode não ser um lugar muito seguro, mas nunca vi nada de sobrenatural ali.

Como eu moro perto do trabalho, é normal pro chefe me pedir para ficar até mais tarde pra terminar alguns serviços. Só que um dia a coisa extrapolou.
Nesse dia, eu tive que ficar até mais tarde para resolver uma coisa que tinha que estar pronta para o dia seguinte até nove horas da manhã. Então acabei ficando lá até três e meia da madrugada.
E lá fui eu pra casa no meio da madrugada. Quando eu chego na ponte eu olho pra um lado, olho pro outro, tento ver se tem alguém vindo mas não vejo ninguém.

Então lá fui eu atravessar a ponte. Quando eu andei um pedaço da ponte eu vejo alguém vindo na outra direção. Como ali não é um lugar muito seguro eu hesitei um pouco pensando se eu dava a volta e fazia um outro caminho mais comprido ou se ia em frente.
No que eu dei uma parada a outra pessoa também deu.
Ai eu pensei "Deve ser outro pobre coitado voltando do trabalho", então fui em frente.
Quando eu comecei a andar a outra pessoa também começou a andar.
Eu falei comigo mesmo "Não se preocupa, é só alguém indo pra casa, só passa reto e nem olha pra ele".

Então apertei o passo e fui. No que eu olho pra frente ele esta correndo na minha direção.
Isso realmente me assustou, por que um cara correndo na sua direção, na rua, no meio da madrugada não é uma coisa muito agradável.
Mas ele parou no meio da ponte e encostou no corrimão. Eu continuei andando normalmente.
Conforme eu fui chegando perto, era para começar a ver como o cara era, mas a única coisa que eu percebi é que o cara parecia estar com uma espécie de capa que cobria o corpo todo e ela não ficava parada, era como se fosse feita de fumaça.

Eu pensei comigo mesmo "é o sono que ta te fazendo ver coisas", e "só continua em frente, não olha pro cara e se ele falar algo não da trela e nem para".
No que eu tava chegando perto, uns vinte metros pelo menos, o cara deu um pulo e ficou de pé no corrimão.
Mas ele não estava segurado em nada, não dava para ver os braços ou as mãos dele.
Ele estava se equilibrando em cima do corrimão. Eu só conseguia ver aquela coisa que parecia uma capa preta de fumaça em volta dele.
Quando ele fez isso, (pulou no corrimão sem usar as mãos) eu fiquei sem reação, e a única coisa que eu pensei foi "passa reto e finge que o cara não ta ai", mas quando eu ia chegando perto bateu um cheiro tão ruim, mas tão ruim que eu fiquei totalmente nauseado.

Um cheiro de coisa podre, mofada, meio asfixiante. E o som que aquilo fazia, era um som de ossos estalando, com uma respiração chiada. No que eu estava passando por ele (até hoje eu não sei por que raios eu resolvi continuar em frente) eu só pensava "Não olha pra ele, não olha pra ele, não olha pra ele".
Mas a curiosidade foi tão grande que eu não resisti e olhei pro rosto dele. No que eu fiz isso eu não consegui ver o rosto dele, só os olhos. Mais nada.

Eu não consegui olhar pro resto, só aqueles olhos negros e penetrantes que davam uma agonia só de olhar.
Ele soltou uma gargalhada estridente quase que insana. Eu cai pra trás, indo parar na via e sai correndo.
No que eu olhei pra trás, pra ver se ele estava me seguindo, ele simplesmente não estava mais lá.
Eu estava sozinho na aponte agora. Eu voltei para a calçada e olhei lá embaixo na avenida águas espraiadas e não tinha nada. De repente aquele cheiro nauseante começou a aparecer, bem fraco.
Eu não esperei o cheiro ficar mais forte para sair correndo.
Eu nunca cheguei em casa tão rápido.
Não sei o que era aquilo, mas daquela noite em diante, eu sempre faço o caminho mais comprido para ir de casa pro trabalho e voltar.

Relatos do Vovô.

| | 0 comentários |
A alguns anos atrás, eu me sentei na varanda da casa do meu avô, onde ele se encontrava. Eu pedi para ele me contar uma história de fantasma. Ele falou que me contaria duas, e que as duas eram verdadeiras. Algum tempo depois o meu avô faleceu, então em sua homenagem, eu vou contar as duas histórias para vocês.

História #1:

A mãe do meu avô tinha só 9 anos quando isso aconteceu com ela, então foi lá por volta de 1870. Para voltar da escola ela tinha que passar perto de uma grande floresta. A mãe dela sempre ia pegar ela na escola. Um dia, quando elas estava voltando da escola, eles viram uma mulher bem estranha do lado da estrada. Ela estava berrando e xingando ela mesma. Um pouco depois ela pulou em uma árvore e começou a subir ela. Quando ela estava no topo da arvore ela começou a gritar "Eu vou pegar vocês duas!!!" Então ela começou a pular de galho em galho, passando de uma árvore para a outra

Isso assustou tanto as duas que elas voltaram correndo para casa. Quando chegaram lá trancaram toda a casa e se esconderam no quarto.

Elas acabaram dormindo lá dentro, com medo de sair de lá. Quando elas acordaram, a mãe da minha bisavó pegou uma espingarda que eles tinham no quarto e foi ver o resto da casa. Quando ela chegou na lavanderia, ela encontrou uma janela quebrada. No meio do chão da lavanderia tinha uma espécie de "ninho" feito com as roupas sujas deles. A mulher louca tinha dormido ali o dia inteiro.

história #2:

A minha bisavó já era um pouco mais velha quando isso aconteceu.

Ela estava no milharal que tinha na casa dela, colhendo milho, quando ela decidiu dar uma parada para descansar. O milharal tinha uma trilha em forma de Y que passava pelo meio dele, e os vizinhos tinham o costume de passar por ela para cortar caminho. Ela estava perto da trilha quando ela viu uma figura se movendo na direção dela. Quando a figura chegou mais perto ela viu que era o irmão dela. Ela gritou para ele de onde estava "Oi César!" Ele sorriu para ela e seguiu o caminho dele. Depois de um tempo ela voltou para casa e resolver ver a correspondência, que ninguém via já tinha um tempo. No fundo da pilha de cartas ela encontrou uma que já tinha mais de uma semana. Ela abriu e leu somente a primeira linha:

Ilma Sra Cristina,

Sinto em lhe informar que o seu irmão César faleceu a alguns dias atrás.

Noite de terror

| | 0 comentários |
Isso aconteceu com a minha família já faz algum tempo, e sempre que eu conto para alguém, nunca acreditam. Mas eu não ligo, porque eu estava lá e vi com os meus próprios olhos e sei que foi real.

Finalmente as férias tinham chegado, e o meu pai tinha planejado uma viajem de carro até o sul do país. Eu estava muito empolgado, pois nunca tinha ido para lá. Não íamos a um lugar específico, íamos visitar varias cidades e ficar um tempo em cada uma. Numa delas foi onde aconteceu a minha história.

Assim que chegamos na cidade (já era noite) fomos direto para o hotel nos registrar. Estávamos cansados e fomos para os quartos dormir. O meu pai e a minha mãe pegaram um quarto enquanto eu e o meu irmão pegamos outro. Assim que entramos no quarto o meu irmão desabou na cama e dormiu por cima das cobertas mesmo. Depois de ter me preparado para dormir, eu apaguei a luz e fui dormir.

Quando eram umas 2:00am eu acordei com o som de passos no quarto. A janela estava fechada, mas a cortina estava aberta deixando entrar a luz que iluminava a fachada do hotel. Eu estava olhando a parede, então virei a cabeça para ver se era o meu irmão andando pelo quarto, mas ele estava deitado por cima das cobertas ainda, dormindo.

Eu achei que o som podia ter vindo de fora e fechei os olhos para dormir de novo. Então ouvi o barulho de novo, estava vindo da direção do armário. Eu olhei e lá estava aquilo. Um bicho de 1,50m mais ou menos, muito magro e andava com as costas curvadas, dava para ver as vértebras através da pele dele. Eu fiquei totalmente apavorado e não conseguia me mexer. Ele estava andando na direção da cama do meu irmão, aquilo andava como se fosse uma galinha, com a cabeça virando pra cá e pra lá com movimentos rápidos. Era uma coisa grotesca!!!

Quando ele chegou no pé da cama do meu irmão, o bicho começou a olhar ele e foi esticando a mão para encostar nele. Ele segurou o pé do meu irmão e depois soltou. De repente deu um pulo e subiu na cama. Ai ele começou a andar na cama usando os braços também, como se fosse um cachorro, e parecia que estava cheirando o meu irmão. Eu estava totalmente paralisado de medo! Não sabia o que aquilo era ou o que podia fazer. Então ele ficou de pé de novo, na cama do meu irmão em cima dele, com um pé de cada lado dele. Eu senti que se eu não fizesse alguma coisa naquele momento alguma coisa de ruim podia acontecer.

Num pulo eu peguei a primeira coisa que eu encontrei (que foi o travesseiro) fiquei em pé na minha cama e soltei um berro e fiquei numa posição de ataque. O bicho olhou para mim e eu vi aqueles olhos brancos, sem pupilas nenhuma me olhando e aquela boca aberta como se ele estivesse rosnando com os dentes mostrando. Eu achei que ele ia me atacar, e foi ai que o meu irmão se virou e estendeu a mão até a lâmpada de cabeceira, acendendo a luz. E foi ai que a coisa mais estranha aconteceu. Quando a luz acendeu, o bicho simplesmente desapareceu. Eu olhei para o meu irmão ele estava branco.

Ele falou pra mim que estava acordado, mas não conseguia se mexer. Ele ouviu os passos, sentiu o bicho pegar o pé dele e pular na cama, sentiu o bicho fungando ele e o bafo com cheiro de carniça, mas era como se ele tivesse paralisado, nem conseguia gritar para me chamar, mas depois que eu gritei ele conseguiu se mexer para virar e acender a luz.

Nós reviramos o quarto todo e não achamos nada, nenhum lugar de onde aquilo podia ter saído ou pra onde poderia ter ido. Nós deixamos a luz acesa e não conseguimos dormir o resto da noite. No dia seguinte pedimos para o meu pai para irmos embora para outro hotel e depois de muito trabalho conseguimos convencer ele.

Eu não sei o que era aquilo e nunca mais tive nenhuma experiência sobrenatural, e nem quero ter. Mas vou ter pesadelos com aquela coisa pro resto da minha vida.

O desconhecido

| | 0 comentários |
Isso foi algo que aconteceu com a minha tia, a irmã da minha mãe.

A minha tia fazia o jogo do copo do seguinte jeito, ela pegava um espelho, escrevia o alfabeto nele, escrevia os números e escrevia um sim e um não. Então ela pegava um copo leve e pequeno.

A minha mão sempre falou para eu não brincar com isso, e ela elaborava muito bem a sessão de tortura pela qual eu passaria se desobedecesse ela. Por causa disso e outras coisas, eu nunca tive vontade de fazer isso, e depois de ler algumas histórias sobre as pessoas que fizeram, eu me sinto aliviada por nunca ter feito a brincadeira o copo.

Agora, a história.

O meu tio era um alcoólatra de carteirinha, até o dia que ele morreu. Ele foi internado uma vez em uma clínica de recuperação bem longe de casa. A minha tia decidiu que ia fazer o jogo do copo para perguntar se as coisas melhorariam. Ela estava fazendo isso com as duas filhas dela (minhas primas). O plano era tentar fazer contato com o meu avô, mas acabou contatando a minha avó, e ela se recusava a deixar qualquer outro espírito se comunicar com a minha tia.

A minha tia e as minhas primas começaram a provocar o espírito da minha avó (não me pergunta, não tenho idéia do que se passou pela cabeça de titica delas, para elas fazerem isso) e para a surpresa delas o copo pulou no ar rodando e caiu no chão do lado delas. Eu não sei se elas continuaram com o jogo depois disso ou se pararam (o que qualquer pessoa em pleno juízo teria feito, mas eu não duvido daquelas três). Depois disso coisas começaram a acontecer.

Na casa dela a cozinha fica do lado da sala de jantar, e o telefone fica na sala. As vezes quando ela falava com a minha mãe no telefone, você podia ouvir os armários batendo na cozinha. "Ele" ou "ela" tirava as panelas do armário e usava como se fossem uma bateria. Isso acontecia durante o dia, quando a filha mais nova dela estava na escola e a mais velha trabalhando. Ela sempre estava sozinha em casa.

A garagem divide uma parede com a cozinha. O portão da garagem está sempre trancado, e não tem nenhum outro jeito de entrar lá a não ser pelo portão. As vezes quando você estivesse na cozinha conversando, dava para ouvir batidas na parede.

As vezes você podia ver a sombra (de um homem, elas acham) observando você. Outras coisas também aconteciam, mas essas são as coisas mais marcantes.

Depois que o meu tio saiu da clínica de recuperação, ele foi "comemorar" a melhora dele enchendo a cara. Ele nunca deixou de beber,o que custou o trabalho dele e estava destruindo o casamento também, o que levou ele a se suicidar mais tarde. A minha tia vendeu a casa depois disso, então não tem como saber se as coisas estranhas ainda acontecem por lá.

Eu espero que você tenha gostado da minha história.